Diário da Medhcare na Índia

A chegada

 

A comitiva da Medhcare desembarcou no Aeroporto Internacional de Bengaluru, no sul da Índia e capital do estado de Karnataka, por volta das 5 da manhã. 

O Terminal 2 impressionou imediatamente: uma joia arquitetônica com tetos ondulados inspirados em conchas de seda locais, permitindo que a luz natural dance sobre painéis artísticos florais e geométricos.

Dotado de tecnologia de ponta, como scanners biométricos e esteiras silenciosas, contrastava com a rica herança cultural, criando uma sensação de futuro entrelaçado à natureza e o passado. Dali, dirigimo-nos diretamente ao hotel no coração de Bangalore, conhecida como o “Vale do Silício da Índia” por seus pólos tecnológicos.

 

 

 

O grande dia

No dia seguinte, fomos à fábrica da Niko tech, marca indiana especializada em produtos médicos para urologia e ginecologia. Lá, encontramos o dono da empresa, sua esposa, o ex-ministro da Saúde do estado de Karnataka e um especialista renomado. A reunião, que durou cerca de seis horas, envolveu negociações intensas, demonstrações técnicas e insights profundos.

Obtivemos um contrato de exclusividade de operação na América Latina por 10 anos, além de uma ampla gama de produtos já disponíveis no mercado brasileiro. Essa conquista enche a equipe de ansiedade e felicidade:

“estamos muitíssimo ansiosos para fortalecer os laços comerciais entre Índia e Brasil, trazendo inovações indianas primorosas ao continente americano”

 

Além dos Negócios

Bangalore revelou-se um mosaico de contrastes que despertou curiosidade incessante. Visitamos:

 

 

 

  • Bull Temple, ou Dodda Basavana Gudi (Templo do Boi), um dos mais antigos da cidade, datado do século XVI. Erguido em homenagem a Nandi, o touro sagrado de Shiva, o santuário abriga uma estátua monolítica de granito de 4,5 metros de altura – a maior do mundo desse tipo. Subimos as escadarias íngremes, rodeados por incensos perfumados e fiéis em oração, sentindo a energia espiritual palpável. O contraste entre a imponência da rocha esculpida e as ruas modernas ao redor intrigou: como um símbolo tão ancestral convive com startups bilionárias?

 

 

  • Lalbagh Botanical Garden, o “Jardim Botânico Lalbagh”, um oásis de 240 acres criado no século XVIII por Haider Ali. Caminhamos por alamedas sombreadas de figueiras centenárias, flamboyants em flor e uma impressionante coleção de plantas exóticas de todo o mundo – rosas francesas, orquídeas asiáticas e cactos africanos.

 

 

  • Bangalore Palace, inspiradono castelo de Windsor, com seus torreões góticos e salões adornados por tapeçarias persas, transportou-nos à era dos marajás. Nós passeamos pelos jardins meticulosamente podados, imaginando festas reais do passado.

 

 

  • Tipu Sultan’s Summer Palace, um pavilhão de madeira entalhada do século XVIII, revelou a história do “Tigre da Índia”, com colunas floridas e murais que narram batalhas contra os britânicos.

 

 

  • Cubbon Park, um pulmão verde de 120 hectares com caminhos sombreados por banianas gigantes e bibliotecas coloniais, ideal para reflexões pós-negócios. Bangalore também surpreendeu com sua modernidade.

 

 

  • UB City Mall, um complexo de luxo com boutiques internacionais e restaurantes fusion, contrastava com os rituais hindus nos becos.

 

 

  • ISKCON Temple, um complexo krishnaíta com torre dourada de 80 metros, onde assistimos a aartis vespertinos – oferendas de fogo com mantras ecoando. A espiritualidade indiana, tolerante e vibrante, com hindus, muçulmanos e cristãos convivendo e coabitando em paz uma mesma metrópole.

 

Essa viagem à Índia não foi apenas um sucesso comercial, mas uma imersão em um país de mil faces. A comitiva da Medhcare retorna transformada, ansiosa para mais parcerias que unam a engenhosidade indiana à paixão brasileira. Que venham mais contratos, templos e sabores – a ponte entre nações nunca foi tão promissora!

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